Open your eyes…

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E assim recomeça a saga de Link nos consoles físicos desse mundo. Finalmente a Nintendo anunciou o novo Zelda, Breath of the Wild. Até aí todo mundo já sabe. Então, o que vamos contar aqui, afinal? Fizemos uma pesquisa nas diversas notícias, vídeos e entrevistas que estão circulando por aí para tentar entender como será a dinâmica dessa nova saga. Vamos lá:

 

 

Enredo

A trama começa com Link sem memória, em Shrine of Resurrection. Uma voz misteriosa explica que Link esteve dormindo por longos 100 anos.

Neste meio tempo, Hyrule foi devastada por Calamity Ganon, uma criatura feroz que pode acabar com o mundo se conseguir poder suficiente para isso. Link consegue vê-lo sobrevoando o castelo de Hyrule. O protagonista, então, pega algumas roupas antes de partir na jornada em busca de respostas.

 

 

Volta as origens do NES

Em entrevista, o criador da franquia, Shigeru Miyamoto, disse que a ideia do primeiro game era exploração. Ele criou o personagem Link inspirado nas suas caminhadas e aventuras no bosque perto da casa dos avós e disse que como tempo os jogos foram perdendo a essência de exploração tornando-se ‘apenas’ uma história linear.

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A ideia agora é voltar com essa pegada de descobrimento (e eu até achava o Ocarina of Time muito dentro dessa linha, mas se o criador falou, tá falado).

 

 

O mundo aberto e o RPG

Apesar das mecânicas  de Zelda seguirem um mesmo padrão desde o game do N64, aqui parece que teremos um passo além (e que está na moda, diga-se de passagem): O mundo aberto.

Open world Zelda

 

Até faz sentido, se levarmos em conta o que Miyamoto revelou logo acima. Além disso, parece que estamos pisando mais fundo nos elementos de RPG, onde o equipamento, roupas e habilidades parecem realmente interferir na sua jogabilidade de uma maneira mais profunda.

 

 

Sobreviver

Falando sobre elementos de RPG, aqui vamos fundo em elementos de sobrevivência. Antes, bastava achar um coração no mato e recuperar seu HP. Agora, precisamos coletar alimento e matar nossa fome, antes que ela – literalmente – nos mate. As temperaturas também vão afetar o herói e será possível interagir com o ambiente para se livrar de inimigos mais fortes, se esgueirar pelo gramado para espiar o que está a frente e, por favor, sem barulho: agora temos um medidor de ruído, então, silêncio.

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Tudo que você interage gera uma reação: árvores se tornam galhos, javalis se tornam pedaços de comida, elementos são manipuláveis… E nas tradicionais batalhas, caso você esquive no momento certo, tudo fica em câmera lenta para você ter o gostinho de terminar com o inimigo no melhor estilo. Há uma demonstração do uso do Amiibo do Wolf Link no jogo, onde ele se torna seu companheiro nas caminhadas e exploração, atacando inimigos e te ajudando a sobreviver. Sobreviva!

 

 

Sebo nas canelas

O maior Zelda já feito. Segundo a Nintendo, nenhum dos visitantes em seu estande na E3 deste ano sequer vai ser capaz de explorar a única área disponível — uma elevação na área central de Hyrule que abriga o início da nova aventura. Haja botas!

Zelda map

E para quem pensa que pode ser monótono todo esse espaço sem muito o que fazer, eles dizem que além de figuras pacíficas que ajudam Link durante a saga, há diversos monstros que se colocam no caminho do herói. Amém! Além disso, agora temos uma habilidade de escalada nunca antes vista, tornando os cenários MUITO mais verticais e ainda mais exploráveis.

 

 

A natureza pune

Sol, chuva, fogo, neve, vento, raios e trovões mudam a forma como você interage com o ambiente. E quais roupas e acessórios são melhores para cada lugar. Tudo isso de forma muito dinâmica e que você pode manipular a seu favor!

 

 

Polêmica

Quando perguntada sobre a franquia ter uma heroína, a empresa disse que isso descaracterizaria o personagem. Link já foi criança, adulto, loiro, moreno, virou bichos estranhos, usou máscaras… me parece um argumento bem merda, na verdade. Abre a cabeça Nintendo! Até porque MUITAS e MUITAS mulheres amam o jogo. Por que não representa-las além da princesa que precisa ser salva?

 

Por fim…

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A Nintendo parece ter entendido o mundo atual e as tendências de jogos de aventura e aparentemente aplicou isso com maestria. É uma ótima despedida para o sofrido Wii U e uma boas-vindas sensacional ao NX, que aparece lá por março de 2017.

Vida longa, Link!