Olá a todos do Hypebox! Sou o Caio e para mim é uma honra participar deste projeto, ainda mais falar sobre temas que me atraem tanto.

Provavelmente, eu fui um dos últimos a entregar o texto, já que não via jeito melhor de começar a escrever sem que fosse sobre a estreia de O Hobbit. E antes que eu volte correndo ao cinema para decorar falas e momentos, preferiria deixar minhas primeiras impressões aqui para vocês. Então, vamos lá!

Ficamos órfãos em 2003 quando a Saga de O Senhor dos Anéis teve sua conclusão, que em minha opinião, foi um encerramento épico. Assim, foram bons anos esperando por este momento, que de modo geral, pode não ter sido o ponto mais alto da trilogia, mas com certeza, foi um final digno à adaptação de Tolkien.

E quando todos nós (nerds, geeks, amantes da literatura e etc.) soubemos que O Hobbit seria adaptado, todo aquele sentimento voltou e nosfez relembrar os momentos marcantes de toda a Terra Média.
Spoilers leves :(

O filme conta a trajetória de Bilbo Baggins, e ao primeiro momento, já estamos no condado, onde toda a aventura do Anel começou. O clima, as músicas, o ambiente, tudo traz aquele tom nostálgico, o qual tenho quase certeza que Peter Jackson utilizou para nos acender o fogo do saudosismo, e podermos assim, aceitar mais fácil as coisas que viriam. O primeiro Bilbo que vemos é o mesmo da antiga trilogia, e os filmes se reencontram quando Frodo decide surpreender Gandalf em sua chegada para a festa do antigo amigo. E é nesta ocasião que o Jovem Bilbo é apresentado, e desta forma, temos o início da “nova”  narrativa surpreendente e brilhante.

Eu confesso que não li O Hobbit, fiquei tentado a ler por muitas vezes, ainda mais quando se aproximava a data de estreia do filme, queria ter onde compará-lo, e fazer comentários específicos sobre determinados pontos dele. Porém, para ser sincero, não me arrependo, pelo que pude perceber entre comentários de amigos e outras críticas, é que o filme é melhor trabalhado em sua motivação. Throin é, definitivamente, um personagem interessante. Todos seus flashbacks, principalmente, os que mostram a cidade anã de Erebor, foi o que justificou, pelo menos pra mim, grande parte do meu ingresso. Não vi em 48fps, tive medo da primeira experiência não ser seguramente confortante, mas agora não vejo a hora de rever Erebor com tal resolução.

Gostei muito de como a companhia dos anões foi formada, achei que a atuação de Martin Freeman como O Hobbit foi bem convincente. Era possível ver em seu olhar o quanto aquele pequeno ser estava deslumbrado e assustado por observar tudo aquilo, podendo ter o prazer de participar de toda aquela experiência única.

Acontece que a obra literária de Tolkien não é um livro tão grande quanto SdA, e o filme que, inicialmente seria quebrado em dois, por alguma estratégia de marketing ou decisão mercadológica, foi decidido que também seria tratado como uma trilogia, o que, ao meu ver, é uma pena. É nítido o esforço em espaçar o filme, que funcionaria muito bem sem todos os seus 169 minutos.  O ritmo é prejudicado, e momentos de tensão do filme foram amenizados por essa quebra. Um exemplo disto seria, levando a um <SPOILER LEVE>, o encontro, aguardadíssimo, de Bilbo com Gollum. A constante boa atuação de Serkis me fez feliz ao primeiro momento, porém a cena se torna um total anticlímax para um evento que é dado pelo filme como maior, e desliza solenemente na edição que transporta de um acontecimento a outro.<FIM DO SPOILER LEVE>

Existem algumas passagens rasas demais, como a de Radagast, O Castanho, que é caricato e parece realmente um personagem infantil. Com certeza é divertido, porém, por mais que suas passagens também deem uma quebra em todo o ritmo do filme, ele era um  personagem dispensável. Não esperava uma seriedade nesse filme, a obra original é dada como infantil, portanto, já era de se aguardar um alivio cômico e descontração. Porém, talvez tenha caído um pouco no exagero.

Mas apesar de tudo que fora dito, é sempre bom retomar a tão amada Terra Média mesmo que aquela que conhecemos apareça só por uma lembrança. Espero só que Peter Jackson entenda e processe as críticas para termos uma continuação digna e divertida.

E sem sombra de dúvidas, vá ver no cinema! Se arrepie! Se encante! E até mesmo, se irrite um pouco, porque no final, valerá a pena!

Abraços.