E hoje o “cara manja”, “saca”? E eu acho um porre.

Antenados

E o porre não é pelo fato dele “manjar” ou achar que “manja”, o porre está em como ele mostra isso.
Essa linha tênue e arrogante entre o ser e o parecer, entre melhor ou pior. Duelo de egos. Um porre.

Essa junção de nerdismos com geekisses com memisses e bobices, tudo reunido em uma interface 2.0 que antes se contentava com os seus 8-bits, tudo caíndo, literalmente, na boca do povo.

Nossa geração parece um conglomerado de novos milionários tapados que não sabem o que fazer com a grana. Ricos em informação, hoje temos tanta que não sabemos como lidar com ela nem onde aplicá-la. Somos cavaleiros de fina estampa, montados e antenados em nossos equipamentos e gadgets de última geração marcados com maçãs e peras, refinados e “medalhados”, topíssimos.

Um belo grupo de istas, aqueles tais “entendidos” dos assuntos, todos lutando para se encaixar em grupos de mais istas, quase que lacrados a vácuo. Lacrados para serem exclusivos, para tentar garantir o seu lugar à sombra nessa arena virtual. Todos armados com os seus uploads e downloads, mouses e teclados, HDs e “asdefiniçõesdevírusforamatualizadas”. Todos tão iguais. Inclusive você e eu.

Um aglutinado de anônimos, pequenos como formigas, todos procurando ser a rainha-mãe. E YouTube que o diga.
Neoliberalistas cada vez mais presos ao novo código de conduta homo-sapiens-plus-advanced, paradoxos paradoxais, zumbis de notificações e likes, compulsivos.

Hordas na frente do seu 1024 x 768, se deleitando e sufocando com tudo isso. Abobrinhas humanoides tentando se encaixar e destacar. Um bando de CTRL C + CTRL V e quase nada de CTRL Z, todos se achando únicos e incríveis, topíssimos. Inclusive você e eu.

A web transformou o mundo e o mundo transformou a web, veja só que lindo e romântico.
E isso é bom “manolo”. É realmente bom, mas poderia ser melhor.