1957 – Paris, França – Encontro da equipe da Magnum Photos após 10 anos da sua fundação
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1947. Esse foi o ano em que a Magnum trouxe um maior e real significado para a junção das palavras foto+jornalismo.

Como uma máquina complexa e perfeita que depende absolutamente de todas as suas engrenagens, esta agência incitou o mundo a entender a importância de transcrever a historia da humanidade com a luz, e fez isso de forma colaborativa e apaixonada, aproveitando e enaltecendo o melhor de cada uma das suas “peças”.

Antes da sua fundação, a imprensa de certa forma aprisionava os fotógrafos, detendo os negativos das imagens que estes registravam, ditando como deveriam ser feitas e o quanto pagariam por elas. Isto despertou uma grande inquietação no húngaro Robert Capa, que já havia visto e se arriscado o suficiente durante as suas expedições fotográficas nos cenários de guerra na década de 30 para saber o quão valiosa era a sua profissão.

Juntando a fome com a vontade de comer, ele se uniu ao polonês David Seymour, ao francês Henri Cartier-Bresson, ao inglês George Rodger e ao americano William Vandivert, além da esposa deste último, Rita, para dar início ao que hoje é visto como uma revolução no mundo da fotografia.

Com o nome inspirado em um champanhe adorado por Capa, a agência consolidou-se principalmente por conta do dinamismo e da imaginação, e com estes dois grandes diferenciais passou a fazer parte da história da fotografia trazendo e deixando uma série de conceitos utilizados até os dias atuais.

De lá pra cá muita coisa mudou, o mundo girou, a fotografia tornou-se cada vez mais “digitalizada”, os fundadores da empresa muitas vezes entraram em conflito (pois nem tudo são rosas) e hoje a Magnum ainda existe, forte e firme, mas com os seus passos mais voltados para a arte, à venda de produtos e à arrecadação de fundos advindos dos direitos autorais das fotos de seus associados.

Ainda assim, ao acessar o site da empresa ou a sua página no Facebook é possível perceber que continuam sendo uma comunidade com o insaciável desejo de mostrar o lado humano da fotografia e de despertar a curiosidade daqueles que apreciam viajar na história por meio dessa transcrição visual. A Magnum foi, é e sem dúvida continuará sendo um prato cheio para aqueles que adoram traduzir a vida em frames.

2005 – Paris, França – A nova geração de fotografos da agência reunida em mais um dos seus encontros
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