E aí garotões da caixa, beleza?

Hoje vamos falar da “Batalha dos Games”, um campeonato de games independente que ocorre em São Paulo nesse fim de semana – 24 e 25 de agosto – no Espaço Apas – Centro de Convenções, na Lapa.

Para garantir seu ingresso – tanto para competidores, como para visitantes, acesse:
http://www.batalhadosgames.com.br/ingressos/

Além de games, estarão presentes no local Danilo Gentili, Felipe Neto, PC Siqueira, Mundo Canibal, Mariana Graciolli, entre outros. Havarão também palestras, transmissão de campeonatos e muito mais!

A hypebox estará presente no evento, fazendo a cobertura e postando tudo aqui e no http://www.facebook.com/hypebox

Informações Gerais

Sábado (24/08/2013) das 08h30 às 21h30
Domingo (25/08/2013) das 08h30 às 20h00

Espaço Apas – Centro de Convenções
Rua Pio XI, n° 1200 – Alto da Lapa – São Paulo – SP

Durante o período do evento, vans farão gratuitamente o trajeto de ida e volta entre o Metrô Vila Madalena e o Espaço Apas.

Estacionamento Diária de R$ 20,00 (carros e motos).

 

Confira o release oficial
São Paulo, SP – Kaue sabe utilizar mais de 10 armas com uma precisão e velocidade típica de um soldado de elite. Isso, só no videogame. Mesmo assim, sente a pressão dos que ligam a violência virtual aos conflitos reais.

Aos 26 anos de idade, ele dedica parte do tempo a um jogo de guerra chamado Call of Duty. Mas ele não está para brincadeira, Kaue Santana é organizador de campeonatos do game na internet.

Os chamados e-sports são um tendência cada vez mais em alta no Brasil, em que os games são tratados realmente como esportes. Os participantes treinam como atletas, podem ser patrocinados e competem até por prêmios. A ideia também é, junto com essa competitividades, mostrar que a violência do jogo não sai – e nem deve sair –  para a vida real.

“Os jogadores tem a oportunidade de conhecer os jogadores online. Isso mostra que o mundo de carne e osso é bem diferente do online”, explica o Gustavo Lima. Ele é um dos organizadores da Batalha dos Games com Internet fixa LIVE Tim, o maior evento desse tipo no Brasil, que acontece no próximo final de semana em São Paulo.

Os jogadores competem durante o evento, mas muito saem de lá com amizades e trocas de experiência. Para o psicólogo e colaborador da Batalha, Luis Ayres Hochheimer, uma competição vai até além disso.

“Campeonato é igual a desafio que é igual a querer ser o melhor não importando quais obstáculos que precisas seguir. A importância de mostrar-se aos companheiros e a si mesmo que está, ou nao, apto para a battle, é uma questão de vida ou morte para alguns. Mostrar-se capaz ou incapaz a si próprio é uma necessidade moral e política”, explica.

 

Violência e games

O objetivo dos “e-sports” é estimular a competição, não a violência. Nesse ponto, o Brasil ainda está atrasado. Os jogadores brasileiros, conhecidos como “hueiros” (pelo modo como riem usando a expressão HUE), são famosos pela falta de educação nos games on-line, como DOTA e League of Legends.

“Esse é um dos motivos pelo qual o competitivo no Brasil ainda não é tão forte. A média de idade é de 15 anos, então sempre tem discussão entre clãs”, acredita Kaue. Os clãs são as equipes formadas pelos jogadores.

Para estimular o fair game (jogo honesto em tradução livre), as próprias produtoras criam seus mecanismos e classificações indicativas. Por exemplo, a Riot Games, empresa responsável pelo League of Legends (conhecido pela silga LOL), criou uma espécie de tribunal em que os próprios jogadores são os juízes.

Para Luis, o modo como a criança interage com um jogo violento não deve passar pela proibição, mas pelo entendimento orientado pelos pais. “Cada casa tem a forma de pensar e resolver se a criança está apta ou não a jogar um game. A sociabilidade que precisa ser vigiada e não o game por si. A meu ver é necessário uma convivência maior entre pais e filhos”, opina o psicólogo.

Apesar da polêmica em relação à violência, entre os jogadores se tem um consenso: os jogos garantem muita diversão, ainda mais se houver competição.